Quanto vale minha carta?
Transparência · documento técnico

Metodologia

Como calculamos o preço de cada carta, o que separamos, o que NÃO usamos, e por que mostramos sempre o tamanho da amostra.

Atualizado em 8 de setembro de 2026 · versão 2.0

Resumo

O Quanto vale minha carta? calcula o preço de cada carta a partir das vendas reais e pagas — os leilões da Leilomania e as vendas concluídas no nosso Mercado —, dando mais peso às mais recentes. A janela padrão é de 30 dias e se amplia quando a carta vende pouco. Não usamos preços de anúncio. Não consideramos cartas em leilão aberto. Não combinamos dados de marketplaces internacionais com o mercado brasileiro.

Se a transação não foi finalizada e paga, ela não existe. Esse é o único motivo para o Quanto vale minha carta? existir.

Quem mantém a plataforma Quanto vale minha carta?

O Quanto vale minha carta? é mantido pela Leilomania, plataforma brasileira de leilões de cartas Pokémon. Os preços apresentados refletem vendas reais de duas origens: os leilões da Leilomania e, agora, as vendas concluídas no Mercado do próprio Quanto vale minha carta?.

A consulta de preços é gratuita e sem publicidade. No Mercado, a plataforma atua como intermediária e custodiante entre comprador e vendedor — nunca como vendedora das cartas (veja os Termos de Uso). Quando existir uma indicação "vender esta carta na Leilomania", trata-se de um encaminhamento ao fluxo de criação de leilão da plataforma-mãe.

Correções de dados, cartas faltando ou dúvidas técnicas: contato@leilomania.com.br.

De onde vêm os dados

Cada linha do histórico de vendas vem de uma transação real e paga: um leilão finalizado na Leilomania, ou uma venda concluída no Mercado — e, no caso do Mercado, só entra depois que o comprador confirma o recebimento (a liberação da custódia). Um anúncio, ou um pedido ainda não recebido, nunca entra: só o dinheiro que efetivamente mudou de mãos é sinal de preço. Não há entrada manual de preços; o preço de venda, idioma, condição e identificador canônico da carta são gravados automaticamente, e cada venda é marcada pela origem (leilão ou loja) — veja Vendas no Mercado.

Cartas vendidas por descrição livre (sem usar o catálogo) são intencionalmente excluídas — sem o identificador canônico, não temos certeza de que estamos comparando o mesmo produto. Vendas suspeitas de manipulação (transações entre contas relacionadas) também ficam de fora da série.

Como calculamos o preço

O preço apresentado é a média ponderada por recência das vendas da janela para a combinação (carta, idioma, condição, variante). Uma venda de hoje pesa mais que uma venda da borda da janela — o mercado de hoje descreve melhor o preço de hoje do que o mercado de três meses atrás.

preço = Σ(valorᵢ × pesoᵢ) / Σ(pesoᵢ)

onde  pesoᵢ = max(0,3 ;  1 − diasᵢ / janela)

diasᵢ é a idade daquela venda e janela é o período efetivamente usado (veja Qual período usamos). Uma venda de hoje pesa 1,0; uma venda na borda exata da janela pesa o piso de 0,3.

O piso de 0,3 é a parte importante. Sem ele, a venda mais antiga da janela pesaria zero — e o preço da carta daria um salto visível toda vez que a venda mais velha saísse do período, sem que nenhuma informação nova tivesse chegado. Com o piso, uma venda antiga perde influência mas nunca desaparece de uma vez, e é isso que mantém estável o preço de uma carta com poucas vendas.

A janela é o divisor, e não um 30 fixo. Uma carta sem nenhuma venda no último mês é precificada sobre um ano inteiro; se dividíssemos as idades por 30 assim mesmo, todas as vendas cairiam no piso e o cálculo viraria uma média simples justamente onde a recência mais importa. O divisor é sempre o período que a carta realmente usou.

Um exemplo completo

Uma carta com duas vendas numa janela de 30 dias: R$ 100 vendida hoje e R$ 200 vendida há 15 dias.

VendaIdadePesoContribuição
R$ 100,00hoje1 − 0/30 = 1,00100,00
R$ 200,0015 dias1 − 15/30 = 0,50100,00

O preço é (100 + 100) / (1,00 + 0,50) = R$ 133,33. A média simples diria R$ 150,00 — a diferença é exatamente o peso que damos ao fato de a venda mais barata ser a mais recente.

O que fica de fora antes da conta

Duas exclusões acontecem antes de qualquer média:

  • Vendas abaixo de R$ 0,10. Leiloeiros costumam incluir cartas de brinde por R$ 0,01 junto de uma compra real. São transações verdadeiras, mas não são sinal de preço — e deixá-las entrar puxaria toda a série para perto de zero.
  • Vendas suspeitas de manipulação. Compra e venda entre a mesma pessoa ou entre contas relacionadas (mesmo CPF, dispositivo ou chave PIX) são detectadas e excluídas da série.

Qual período usamos

Não existe uma janela única que sirva para todas as cartas. Uma carta popular tem dezenas de vendas por semana; outra tem três por ano. Usar 30 dias para as duas significaria ou jogar fora informação boa, ou não ter preço nenhum.

Por isso a janela é escolhida por carta, sempre buscando o período mais curto que reúne pelo menos 5 vendas:

TentativaPeríodoCritério
30 diasUsa esta se houver 5 ou mais vendas
90 diasSenão, tenta esta
1 anoSenão, tenta esta
Todo o históricoÚltimo recurso, mesmo com menos de 5

Curto é melhor porque descreve o mercado atual; largo é melhor porque tem mais evidência. A regra acima resolve o conflito sempre do mesmo jeito, e a página de cada carta diz qual período foi usado em vez de escondê-lo.

Você também pode escolher o período à mão — 7 dias, 30 dias, 3 meses, 1 ano ou todo o histórico — e o preço é recalculado para a janela que você pediu, com os pesos reescalados para ela. Trocar o período não filtra um número pronto: é outra conta, sobre outro conjunto de vendas.

Os outros números da página

A média ponderada é um resumo, e todo resumo esconde alguma coisa. Ao lado dela mostramos a distribuição bruta, para que você possa discordar do resumo:

  • Valor mediano — a venda do meio. Quando a mediana está longe da média, existem vendas extremas puxando o resultado, e a mediana costuma descrever melhor "o preço normal" dessa carta.
  • Valor mais frequente (moda) — a faixa de preço em que as vendas se concentram, agrupadas numa tolerância de 5%.
  • Mínimo, máximo e última venda — os extremos e o dado mais recente, sem tratamento.
  • Tendência — compara a primeira metade da janela com a segunda, para dizer se o preço está subindo ou caindo dentro do próprio período.
  • Liquidez — vendas por mês, e a proporção entre leilões que venderam e leilões que não venderam. Uma carta cara que ninguém compra é uma informação diferente de uma carta cara que vende toda semana.
  • Compradores e leiloeiros distintos — quantas pessoas diferentes participaram. Dez vendas entre duas pessoas não é o mesmo mercado que dez vendas entre dez pessoas.
  • Selo de confiança (alta / média / baixa) — um resumo em uma palavra de quantas vendas existem, quão recentes são e se houve oscilação brusca com amostra pequena. O selo sempre vem com o motivo escrito ao lado.

Mediana, moda, mínimo e máximo NÃO são ponderados. A ponderação é uma escolha sobre como resumir; essas quatro existem justamente para descrever os dados crus. Uma "mediana ponderada" seria um número diferente e inexplicável ao lado do número simples que ela deveria conferir.

Quando não há vendas

Milhares de cartas nunca foram vendidas em leilão no Brasil. Para elas não existe preço — e dizer isso é a resposta correta. Mas existem dois sinais que não são vendas e que ainda assim informam alguma coisa. Quando aparecem, aparecem sempre rotulados e sempre separados do preço.

Quanto pediram e ninguém pagou

Quando um leilão de compra imediata termina sem vender, o preço que o vendedor pedia vira uma informação de teto: alguém ofereceu a carta por aquele valor e o mercado recusou. Mostramos o menor desses valores — "N leilões tentaram vender a partir de R$ X — nenhum vendeu".

Isso não entra no cálculo do preço e nunca entrará: é uma oferta, não uma transação. Aparece como frase, nunca como valor da carta. Leilões de lance incremental ficam de fora desse sinal, porque o preço inicial deles costuma ser uma isca de R$ 1 e não um pedido real.

Estimativa por coleção e raridade

Para cartas comuns e incomuns sem nenhuma venda registrada, mostramos a mediana das vendas de outras cartas da mesma coleção e mesma raridade, no mesmo idioma, exigindo pelo menos 5 vendas nessa base. Cartas comuns da mesma coleção costumam valer aproximadamente o mesmo, e essa regularidade é o que torna a estimativa defensável.

Ela vem rotulada como valor estimado, com a quantidade de vendas em que se apoia, e só aparece em página sem venda nenhuma. Cartas raras não recebem estimativa: entre raras da mesma coleção a variação é grande demais para que a média das vizinhas diga qualquer coisa.

Vendas no Mercado

O Quanto vale minha carta? tem um Mercado: um espaço em que os próprios usuários anunciam e vendem cartas entre si, com o pagamento protegido pela plataforma (“Compra Garantida”). Isso muda o que você pode fazer no site, mas não muda como calculamos o preço de referência — e a diferença entre as duas coisas é justamente o ponto desta página.

Quem define o preço de um anúncio

O preço de cada anúncio é definido pelo vendedor, não pela plataforma. A nossa estimativa aparece ao lado do anúncio apenas como comparação — o vendedor pode pedir acima ou abaixo dela. Portanto o preço de anúncio (o quanto se está pedindo agora) nunca entra no cálculo do preço de referência: ele é uma oferta, não uma venda. Só a venda concluída e paga vira dado histórico — a mesma regra que já valia para os leilões.

Como a venda no Mercado entra (ou não) no histórico

Quando uma venda do Mercado é concluída e paga, ela passa a compor o histórico da carta como uma venda de leilão — separada por idioma, condição e variante, seguindo a média ponderada de Como calculamos o preço. Cada venda é marcada pela origem (leilão ou loja), porque as dinâmicas diferem. Continuam fora do cálculo, como sempre: preços de anúncio; vendas suspeitas de manipulação (laços de compra e venda entre a mesma pessoa — mesmo CPF, dispositivo ou chave PIX — são detectados e excluídos); e qualquer preço de fora da plataforma.

Como o pagamento protege os dois lados

O Mercado usa custódia: o comprador paga a plataforma, o dinheiro fica retido e só é repassado ao vendedor depois que a entrega se confirma — quando o comprador confirma o recebimento ou decorre o prazo automático de liberação. Assim o comprador não paga um vendedor que não enviou, e o vendedor tem a garantia de que o dinheiro já está retido antes de despachar. As regras completas — prazos, disputas, arrependimento e reembolsos — estão nos Termos de Uso.

A comissão

Anunciar cartas e mantê-las na coleção é gratuito. Quando uma venda se concretiza, a plataforma cobra do vendedor uma comissão sobre o valor da venda (atualmente 5%), nunca sobre o frete. O comprador vê o preço do item, o frete e uma eventual taxa de serviço sempre somados e exibidos antes de pagar. A comissão remunera a intermediação e a Compra Garantida — e não influencia o preço de referência, que reflete o valor da venda, não o que a plataforma recebeu por ela.

Produtos selados

Tudo o que está acima descreve cartas. Para produtos selados (ETBs, boxes, blisters, latas), o Brasil simplesmente não tem volume suficiente de vendas registradas para sustentar uma média — e preferimos dizer isso a inventar um número com duas vendas.

Por isso, no lugar de uma média de vendas, produtos selados exibem uma referência de anúncios dos Estados Unidos (TCGplayer), convertida para reais. É importante entender exatamente o que isso é:

  • São anúncios, não vendas. É o quanto se está pedindo por aquele produto lá fora — não o quanto alguém pagou. Essa é a diferença fundamental em relação ao histórico de cartas, que só aceita venda concluída.
  • É outro mercado. Preço, disponibilidade e demanda nos EUA não se transferem para o Brasil. Frete, importação e escassez local mudam o valor praticado aqui, às vezes muito.
  • A conversão tem data. Mostramos a cotação usada e o dia em que ela foi apurada, porque um valor convertido sem data envelhece em silêncio.
  • Mostramos faixa, não número único. Em mercados finos, um único número transmite uma precisão que não existe.
  • Vale só para o produto lacrado. Caixa aberta ou vazia é outro produto e não herda essa referência — herdar diria a alguém que uma ETB vazia vale o mesmo que uma lacrada.

Sempre que essa referência aparece, ela vem rotulada como tal na própria tela. Se um dia houver volume brasileiro suficiente, produtos selados passam a seguir a mesma regra das cartas — venda concluída e paga.

O que separamos

Tratamos como produtos distintos cartas que diferem em qualquer um dos seguintes:

Idioma

Português, Inglês e Japonês têm preços calculados separadamente. Uma carta vendida em português não influencia o preço dela em inglês — são mercados distintos com dinâmicas de oferta e demanda diferentes no Brasil.

Condição

Cada uma das seis condições (M, NM, SP, MP, HP, D) é tratada separadamente: M (Mint), NM (Near Mint), SP (Slightly Played), MP (Moderately Played), HP (Heavily Played) e D (Damaged).

Variante

Uma mesma carta existe em versões que valem valores muito diferentes. Tratamos como produtos separados: normal, reverse holo, primeira edição, promo, stamped, Pokébola e Masterbola — inclusive combinações delas.

Isso não é um detalhe de exibição. Uma Masterbola pode valer muitas vezes o preço da versão normal da mesma carta, e uma média que juntasse as duas não descreveria nenhuma das duas. A página mostra uma variante por vez, com um seletor listando quantas vendas cada uma tem, e nunca mistura.

Quando você não pede uma variante específica, a página mostra a que tem mais vendas registradas — nunca uma mistura de todas.

O que NÃO usamos

No preço de cartas: não usamos preços de anúncio, não consideramos cartas em leilão e não usamos dados de TCGPlayer ou Cardmarket.

Esta seção vale para o histórico de cartas — que é o preço de referência do site. Há duas exceções, e nenhuma delas é secreta: produtos selados seguem outra regra, descrita em Produtos selados; e há dois sinais que mostramos ao lado do preço sem nunca somá-los a ele, descritos em Quando não há vendas. A regra que não tem exceção é a outra: nada além de venda concluída e paga entra no preço.

  • Preços de anúncio em marketplaces (LigaPokemon, MyPCards, OLX, Mercado Livre).
  • Leilões em andamento, com ou sem lances.
  • Preços de TCGPlayer, Cardmarket ou qualquer outra plataforma internacional no histórico de cartas.
  • Vendas particulares fora da plataforma.
  • Conversão de moeda no histórico de cartas — ali todo preço é em reais (R$), de transações em reais.
  • Pedidos administrativos de teste. A equipe eventualmente faz uma compra real de ponta a ponta para conferir o funcionamento do Mercado; esses pedidos ficam marcados como teste e nunca entram no preço de referência.
  • Vendas de brinde (abaixo de R$ 0,10) e transações entre contas relacionadas — descartadas antes de qualquer média, veja Como calculamos o preço.

Também não usamos, e vale dizer explicitamente: nenhuma opinião nossa. Não existe campo de preço editável, não há curadoria manual de valores, e ninguém na equipe pode subir ou descer o preço de uma carta. O número sai da conta descrita em Como calculamos o preço ou não existe.

Baixa confiança

Quando a amostra de uma carta é pequena a página mostra um aviso explícito. Não tentamos esconder a baixa amostragem com formatação: o objetivo é que ninguém tome uma decisão de compra ou venda com base em um número estatisticamente frágil sem saber que ele é frágil.

Vendas na janelaComportamento
5 ou maisPreço normal. A janela já foi escolhida para chegar aqui
2 a 4Aviso de baixa confiança, mesmo já tendo ampliado a janela até o limite
1Mostramos o valor único e dizemos que não é uma média
0Não há preço. Veja Quando não há vendas

O tamanho da amostra aparece sempre, ao lado do preço, inclusive quando é grande. Um número que só mostra a amostra quando ela é ruim ensina o leitor a ignorá-la.

Páginas sem venda nem pedido registrado existem para navegação (busca interna, links entre cartas relacionadas) mas são marcadas como noindex — não competem por visibilidade nos buscadores. Uma página que tenha ao menos um dos dois sinais descritos em Quando não há vendas é indexável: ela carrega informação verdadeira sobre a carta, ainda que não seja um preço.

Atualização

Os números são recalculados a cada hora. Cada página de carta mostra exatamente quando foi a última atualização e quando ocorrerá a próxima.

Uma venda nova, portanto, aparece no preço em no máximo uma hora — não instantaneamente. Preferimos essa defasagem a recalcular a cada acesso: o preço que duas pessoas veem na mesma hora é o mesmo preço, e é isso que torna possível conferir, citar e discordar de um número daqui.

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